Série Livros Geográficos

A Série Livros Geográficos consiste em mais um esforço editorial do Departamento de Geociências da UFSC que, após o sucesso da revista GEOSUL, recomeçou com os Cadernos Geográficos, que estão sendo publicados com grande sucesso de público, agora também eletronicamente, e continuou com a revista Geografia Econômica: Anais de geografia Econômica e Social, até desembocar, no ano de 2008, na presente série. Nesta, tem-se o privilégio de poder editar obras de Carlos Augusto Figueiredo Monteiro, Milton Santos, João José Bigarella, Jean Tricart,  Armen Mamigonian, Amaury Porto de Oliveira, entre outros.

Cada volume possui o custo de R$: 25,00 + R$ 10,00 (custo do frete)

Obs: As obras podem ser retiradas no LABEUR/USFC ou solicitadas para o envio pelos Correios para todo o Brasil. O pagamento poderá ser realizado em conta bancária, informada após o contato. Em caso de dúvidas  entrar em contato (informações em “contato”)

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BRASIL E MUNDO NO INICIO DO SÉCULO XXI - Org.: A.Mamigonian, J.M.Bastos, K.L.dos Santos, J. V.M.Ramos
A GEOGRAFIA NESTE AGORA E NUM CERTO OUTRORA - Autor: MONTEIRO, C. A.F
MILTON SANTOS: Correspondente do Jornal a Tarde (1950-1960) - Autor: SILVA, M. A / ANTUNES, W.
O BRASIL MERIDIONAL - Autor: CARVALHO, C.M.D - Tradução: MAMIGONIAN, A. G.
NOS PORÕES DA CRISE DA ENERGIA: Os comentários de Rotterdam - Autor: OLIVEIRA, A. P
SANTA CATARINA: Estudos de Geografia econômica e social - Org: MAMIGONIAN, A.
DA TEORIA À PRÁTICA DA GEOGRAFIA GLOBAL- Abordagem Transdisciplinar proposta por Jean Tricart - Org: SILVA, T.C
A SERRA DO MAR E A PLANÍCIE COSTEIRA DO PARANÁ - Autor: BIGARELLA et al.
TEMPO DE BALAIO - Autor: MONTEIRO, C. A.F

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Título: Brasil e Mundo no Início do Século XXI: Geografia, história e economia
Organizadores: Armen Mamigonian, José M. Bastos, Kauê L. dos Santos, João Victor. M. Ramos
Florianópolis: IIG / GCN / CFH / UFSC, 2021.  – (Série Livros Geográficos; IX)

DISPONÍVEL PARA AQUISIÇÃO FÍSICA

A obra e o autor:
O livro reúne artigos que procuram fazer pontes entre o nacional e o mundial, ou entre o mundial e o nacional. Alguns dão preferência à visão mundial, mesmo quando comparam nações ou grandes regiões, como o estudo da produção de tecnologia avançada e o registro de patentes (Evandro Andaku), do sistema ferroviário mundial (Ricardo Fici), das agroindústrias da soja e das carnes (Carlos José Espíndola e Roberto Cunha), da indústria automobilística mundial do início do século XXI (Marta Luedemann) e da siderurgia mundial e brasileira (Antônio Posso). Há um outro conjunto de estudos de nações, como a Argentina, a China e os Estados Unidos, todos partindo da noção de formação econômica e social, dando ênfase à Argentina recriada pelos governos Klrchner (Lucas Ferreira), os avanços do planejamento socialista na China (Elias Jabbour) e à evolução histórica das bases sociais dos Estados Unidos (Isa Rocha e Graciana Vieira). O enfoque sobre o Brasil também mereceu vários artigos, como das fusões e aquisições de empresas alimentícias (Domingos Sávio Corrêa), a questão portuária no Brasil (Elisa Cabral e José Messias Bastos), as grandes empreiteiras da construção pesada (Raquel Lage e Leonardo Masseto), as relações do Brasil com os países africanos (Kauê Lopes dos Santos) e a política econômica do governo Lula (Armen Mamigonian). Todos os artigos procuram analisar experiências da luta entre soberanias nacionais, maiores ou menores, frente à força do imperialismo, hoje basicamente estadunidense, num mundo polarizado entre o socialismo em expansão e o capitalismo em decadência, num mundo inaugurado pela vitória da Revolução Bolchevique de 1917, sob a liderança de V. I. Lênin.

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Título: A Geografia neste agora e num certo outrora
Autor: Carlos Augusto Figueiredo Monteiro
Florianópolis: IIG / GCN / CFH / UFSC, 2020. 272 pág. – (Série Livros Geográficos; VIII)

A obra e o autor:
Prestes a completar 93 anos, Carlos Augusto nos brinda com suas incursões iniciadas há mais de três décadas, após sua aposentaria, quando passou a preencher de forma ousada e corajosa uma lacuna ainda vaga e embrionária no Brasil, a saber, a união entre sua ciência mater, a Geografia, e o universo complexo e incomensurável da Cultura. Desse esforço hercúleo de aproximar a passos largos a Ciência e a Arte como um par indissociável e complementar, – algo que toma como um processo continuum de “queimar etapas” na geografia brasileira, um tanto quanto deficitária nesta temática ao longo da segunda metade do século XX e mesmo pelas novas gerações de geógrafos – nosso mestre-aprendiz, em um incessante ato dúplice, amplia as fronteiras da elaboração e da criação, como um salto dialético em vida que transpassa as barreiras da fundante escola de Climatologia Geográfica Brasileira para as fileiras ontológicas dos ser sertanejo profundamente nacional ligado às suas raízes culturais e regionais.

Palavras do autor: Em minha longa trajetória de militância para tornar-me um geógrafo sempre persegui uma meta assentada numa perspectiva, se não unitária, certamente holística da Geografia. Se no campo da pesquisa voltei-me mais para os aspectos ditos naturais, sempre procurei sintonizá-los com aqueles socio-econômicos. Malgrado eleger o campo da Climatologia para a investigação acadêmica, sempre me esforcei por relacionar a fenomenologia atmosférica à atividade humana, tanto para aquelas disseminadas nos espaços rurais como nas concentrações urbanas. Após enredar-me com a preocupação da gênese climática nos espaços regionais – de modo dinâmico e genético, num comportamento demasiado complexo – (Anos 50 a 60) à entrada dos setenta enfrentava os desafios de compreender a “resposta” nos ambientes urbanos. “Durante um certo tempo preocupei-me com o cisma Geografia Física – Geografia Humana (Natural vs. Social) cuja demonstração cabal foi a criação dos nossos Seminários de Geografia Física Aplicada (1984). Esse apartheid já se consumou na França, em alguns centros anglófonos, dentre os casos do meu conhecimento. A Geografia dita física, subsistirá certamente como Geociência mantendo acesa a tocha de sua origem. A Geografia dita Humana poderá dar-se ao luxo de ignorar a natureza. Os da Física não o poderão, em absoluto, pois o Homem, gregário, social é importante agente derivador da superfície terrestre. De minha parte, não vejo impossibilidade em conectar os paradigmas de “geossitemas” (natural) e “formação social”, opinião defendida por meu grande amigo e colega Armen Mamigonian”.

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Título: Milton Santos: Correspondente do Jornal A Tarde 1950 – 1960
Organizadores: Maria Auxiliadora da Silva; Willian Antunes.

Florianópolis: IIG / GCN / CFH / UFSC, 2019. 527 pág. – (Série Livros Geográficos; VII)

A obra e o autor:
O VII livro da Série Cadernos Geográficos, intitulado Milton Santos: Correspondente do Jornal A Tarde 1950 – 1960, reúne os artigos do professor Milton Santos originalmente publicados pelo jornal “A TARDE” entre 1949 e 1963. Os artigos reunidos nessa obra, ajudam a decifrar seu percurso de geógrafo em construção, pois havia a pouco tempo se formado na conceituada Faculdade de Direito da Bahia, trilhando um duro e frutífero caminho de autodidata.
A rica obra que o livro apresenta foi reunida pelo trabalho hercúleo de Maria Auxiliadora da Silva e Willian Antunes. Filho de professores do ensino público do interior da Bahia, Milton Santos cursou ensino secundário de alto nível em Salvador, destacando-se no colégio a ponto de dar aulas particulares a alguns colegas. Realidade que permitiu renda extra para frequentar boas livrarias da cidade. Exerceu, logo, liderança estudantil (cabeça de chapa do PCB em diretoria estudantil), convivendo com a ebulição política da conjuntura da 2ª Grande Guerra. As suas experiências o levaram a assumir uma postura nacionalista, de esquerda, e uma visão otimista, que aparecem nos textos desse livro e em sua vida acadêmica, mesmo nas suas fases teóricas distintas, como em Por uma Geografia Nova (1978), e em A natureza do espaço (1996), diferentes uma da outra.
Os textos selecionados pelos organizadores foram classificados em nove capítulos, tal a variedade dos temas abordados. Começou-se com Estudos sobre a zona do cacau, região que deu origem ao primeiro livro consagrado de Milton Santos, terminaram com Visita a uma revolução, relatos sobre a viagem à Cuba em 1960, acompanhando Jânio Quadros e vários jornalistas brasileiros convidados, onde expõe suas impressões pessoais positivas e negativas.
A leitura do presente livro, obrigatório não só aos geógrafos, revela o cuidado de Milton Santos em ter uma visão a mais completa possível sobre os temas que abordava (correspondência com outros intelectuais sobre o tema que investigava, realização de observações in-loco, etc.).
Maria Auxiliadora e Willian chamam a atenção para as ideias expostas nos anos 1950 e que foram aprofundadas décadas depois: a geografia como uma “filosofia das técnicas”, por exemplo, também para os textos referentes à África e à Europa, que acrescidos aos de Cuba, criaram em Milton Santos a ideias de que os geógrafos brasileiros deveriam se desbruçar sobre o mundo todo, demonstrando maturidade e independência em relação à geografia do centro do sistema capitalista.
Tendo falecido em junho de 2001 aos 75 anos, Milton Santos foi considerado o nome mais consagrado da geografia humana brasileira e um dos mais consagrados do mundo. Por ocasião de seu falecimento, Aziz Ab’Saber assinalou Milton foi um filósofo da geografia comprometido com a sociedade e com os excluídos. Antônio Cândido lembrou que nos trabalhos de Milton o rigor científico nunca havia sido obstáculo a uma consciência social desenvolvida e profundamente arraigada nos problemas do Brasil. Celso Furtado afirmou que Milton possuía um pensamento muito rico e abrangente, com amplitude de vista e percepção dos problemas maiores da sociedade.
Em Milton Santos há um combate radical ao imperialismo, sendo a globalização sua etapa suprema, diferindo da visão açucarada de D. Harvey (Condição pós-moderna), que nega a existência das relações centro-periferia. Milton teve a coragem de apontar China e Índia como países inseridos de forma ativa e não passiva na chamada globalização e afirmou que “não é verdade que a China esteja se tornando capitalista, podendo se utilizar do capital sem ser capitalista”. Intelectuais como Milton Santos, com raízes naturais e populares, nas regiões e países atrasados, são fundamentais para contrapor a tendência ao pensamento único e a perda do espírito crítico que levam ao fim da intelectualidade sob o capitalismo avançado.
A melhor contribuição à memória de Milton Santos é menos endeusá-lo, mas estudá-lo, decifrá-lo, assimilá-lo, criticá-lo, como se faz com os grandes pensadores. Eis a tarefa dos seus verdadeiros admiradores (Armen Mamigoian).

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Título: O Brasil Meridional: Estudo Econômico sobre os estados do Sul: São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (1910)
Autor: C. M. Delgado de Carvalho        Tradução: Ana Gallotti Mamigonian     Organização: Armen Mamigonian

 Florianópolis:  IIG / GCN / CFH / UFSC, 2016.  326 pág. – (Série Livros Geográficos; VI)

Delgado de Carvalho (1884-1980) foi durante a vida toda um intelectual infatigável, imbuído da ideia de missão, própria dos intelectuais brasileiros de seu tempo, no sentido de desvendar a realidade brasileira a partir daí difundir ao máximo is resultados alcançados. Le Brésil Meridional foi sua tese de doutorado, em edição melhorada e ampliada, pois, tendo estado no Brasil Brasil para preparar sua defesa na École des Sciences Politiques, recolhendo bibliografia, realizando viagens e estudando H. Morise (Clima), Orville Derby (geologia e relevo) e Nieppe da Silva (hidrografia), sentiu necessidade de aprofundar seus conhecimentos.

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Livros 003Título: Nos Porões da Crise da Energia – Os comentários de Rotterdam

Autor: Amaury Porto de Oliveira

 Florianópolis: UFSC / CFH / NUPPe / IIRangel, 2015.  424 pág. – (Série Livros Geográficos; V)

O livro e o autor: Amaury Porto de Oliveira talvez seja o intelectual brasileiro que mais avançou no estudo das questões geopolíticas que regem o mundo de hoje. Tendo se interessado, como encarregado dos negócios brasileiros no exterior, pela questão do conflito entre árabes e judeus e do nacionalismo árabe, aprofundou estas temáticas até chegar à questão do petróleo e daí à questão energética mundial, importantíssima hoje em dia, inclusive na disputa entre os EUA e a China pela liderança mundial. Outra questão geopolítica estudada por ele é a da emersão dos países asiáticos da orla do Pacífico. Amaury chama a atenção para a importância do Japão e de seu modelo econômico, imitado pelos “tigres”, e depois passou a estudar a República Popular da China, o grande “dragão” atual, também parcialmente discípulo do Japão.

Suas cartas de Cingapura, difundidas no Brasil pelo IEA da USP, alcançaram muitos leitores em São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Florianópolis, entre outros centros universitários, estimulando intelectuais como Antônio Barros de Castro a participar do debate. Em Florianópolis a UFSC e a UDESC, em particular os professores de geografia econômica, foram amplamente beneficiados pela sua presença, com palestras para os cursos de graduação e pós-graduação durante vários anos, além de artigos reunidos no Cadernos Geográficos da UFSC intitulado “Formação de um economia regional no Leste Asiático”, de 2006. Sua generosidade resultou também em várias doações de livros e revistas para o Núcleo de Estudos Asiáticos da UFSC, em sala que recebeu em 2014 o nome de “Embaixador Amaury Porto de Oliveira”.

O livro, ora publicado, transmite uma visão pessoal, mas bem informada, de um jogo global ocorrido nos anos de 1970, graças ao acompanhamento diário do mesmo, através da imprensa internacional, de cartas semanais, revistas especializadas e livros, além das conversas com especialistas. Permitem, em suma, que se vislumbrem arcanos da Crise da Energia e se obtenham elementos de compreensão das rivalidades de hoje.

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Título: Santa Catarina – Estudos de Geografia Econômica e Social

Autor: (Org.) Armen Mamigonian; Carlos José Espindola; Fábio Napoleão; Ivo Raulino; Isa de Oliveira Rocha; José Messias Bastos; Marcos Aurélio da Silva; Maria Graciana Espellet de Deus Vieira; Márcia Fernandes Rosa Neu; Marlon Clóvis Medeiros; Raquel Maria Fontes do Amaral Pereira

Florianópolis: GCN/ CFH / UFSC, 2011.  474 pág. – (Série Livros Geográficos; IV)

A obra: Embora dispondo de extensão territorial inferior à maioria das unidades da federação (1,12%do território brasileiro, sendo o 20º em área), a economia catarinense se qualifica entre as mais dinâmicas do país, resultando em forte presença nacional, creditada ao processo de acumulação capitalista ancorado em formações sociais fundamentadas na pequena produção mercantil, base do avanço produtivo regional. Em meados dos anos de 1980, em Santa Catarina, os grandes grupos privados de projeção nacional eram todos eles industriais e se dispersavam pelas várias regiões: Sadia e Perdigão no Oeste; Hering, Artex, Tigre-Hansen, Weg, etc. nas áreas alemãs; Guglielmi, Freitas e Gaidzinski na área carbonífera, além da Portobello – Usati no Litoral Central. Entretanto, nos últimos anos, há uma perigosa deterioração das relações comerciais de Santa Catarina com o mundo. Do quinto exportador brasileiro em 1999, com participação de 5,35% das exportações nacionais, graças aos produtos manufaturados (têxteis, motores elétricos, autopeças, etc.), caiu a décima colocação em 2009, com total de 4,20%. Não surpreende,neste meio, que tenha sido ultrapassada por Mato Grosso, Pará e Espírito Santo, exportadores de commodities. Mais surpreendente é o fato do Estado ter registrado superávit comercial com o exterior US$ 3,4 bilhões de 2004, declinando sua presença nos anos seguintes até chegar ao humilhante déficit comercial de US$ 857 milhões em 2009.

As causas desses dados chocantes ligam-se a absurda política econômica de câmbio supervalorizado, que estimula importação e prejudica exportações, acoplada aos juros altíssimos, que atraem a especulação financeira nacional e internacional. O Brasil vive nos últimos anos sob uma política econômica esquizofrênica: Mântega e o BNDES pisa no acelerador, enquanto que o BC pisa no freio a pretexto de combater a inflação.

É esse o eixo norteador do debate proposto pelos autores, que procuram elucidar a questão do desenvolvimento regional e setorial do estado de Santa Catarina lastreados pelo paradigma interpretativo de formação sócio-espacial, superando visões fantasiosas e limitadas que há muito já deveriam ter sido superadas.

Os estudos reunidos no livro tratam inicialmente das questões ligadas à formação social catarinense, assinados por Raquel Maria Fontes do Amaral Pereira, Maria Graciana Espellet de Deus Vieira e Marcos Aurélio da Silva. Em seguida aparecem estudos sobre o setor industrial, de autoria de Armen Mamigonian, Fábio Napoleão, Ivo Raulino e Isa de Oliveira Rocha. As agro-industrias da carne e do arroz são tratadas por Carlos José Espíndola e Marlon Clóvis Medeiros, respectivamente. Os estudos sobre o setor comercial de S.Catarina, de José Messias Bastos, e dos portos catarinense, de Márcia Fernandes da Rosa Neu encerram a relação de onze ensaios que procuram joga luz sobre a realidade estadual.

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Título: Da Teoria à Prática da Geografia Global – Abordagem Transdisciplinar Proposta por Jean TRICART

Autor: Teresa Cardoso da Silva (Org.)

Florianópolis: GCN / CFH / UFSC, 2011.  294 pág. – (Série Livros Geográficos; III)

A obra:  Jean L.F. Tricart nasceu em Montmorency, França, em 16 de setembro de 1920. Diplomou-se em Geografia e História em 1942, seguido do Doctorate de Etat na Sorbonne,com a tese principal sobre a Morfologia do Leste da Bacia de Paris e outra secundária sobre o cultivo de frutíferas na Região Parisiense. Jean Tricart foi um pioneiro em vários campos da ciência geográfica e no aperfeiçoamento de métodos e técnicas de investigação no campo e de georreferenciamento, com base na utilização dos registros de Sensores Remotos. Segundo ele próprio declarou (1987):

Através da Geomorfologia e das reconstruções paleoclimáticas tentei aumentar o meu campo de visão e passei a relacionar geomorfologia/pedologia, geomorfologia/hidrologia, geomorfologia/geologia, para depois chegar a uma aproximação integrada (sistêmica) do meio natural, com vistas a sua gestão e seu planejamento (TRICART, 1987).

Os resultados de suas pesquisas conduziram a consultorias de Organizações internacionais como UNESCO, FAO, em programas de países da África (Argélia, Senegal, Mali, Costa do Marfim, Togo, Nigéria e Sudão) e da América Latina (Brasil, Argentina, Venezuela, México, Peru, Colômbia, Chile, e outros).

O livro apresenta uma coletânea de textos elaborados por uma equipe multidisciplinar composta por professores, pesquisadores e técnicos de Universidades e Órgãos especializados em vários campos das Ciências Geográficas e afins. A maioria dentre eles foram discípulos de TRICART e absorveram seus ensinamentos por meio de aulas, palestras, levantamentos de campo ou que assimilaram e discutiram suas idéias apresentadas em Congressos, Seminários e Reuniões Técnicas. A obra foi dividida em quatro parte, sendo elas: Fundamentos, Conceitos e Métodos; Depoimentos, Comentários e Reflexões sobre a Obra de Jean Tricart; Concepção Ecodinâmica Aplicada à Estudos de Problemas Ambientais; Sugestões de Estudos e Projetos em Áreas Prioritárias; além das considerações finais.

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Livros 006

Título: A Serra do Mar e a Planície Costeira do Paraná- Um problema de segurança ambiental e nacional

Autor: João José Bigarella, Roberto Klein (In Memorian), Jaime Loyola e Silva, Everton Passos.

Florianópolis: GCN / CFH / UFSC, 2008.  391 pág. – (Série Livros Geográficos; II)

A obra: O professor João José Bigarella  nasceu em 1923 em Curitiba. É engenheiro Químico, formado pela Universidade Federal do Paraná, onde também realizou seu doutorado em Ciências Físicas e Químicas. Em 1956 ingressou no Ensino Superior, tornando-se Professor Catedrático em Mineralogia e Geologia Econômica na UFPR. Colaborou com os programas de Pós-Graduação de Pós-Graduação das Universidades de Pernambuco, Bahia, Rio de janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, bem como da Universidade de São Paulo. Em seus estudos sobre a América Latina e África, tornou-se um profundo conhecedor em paleoambientes, ambiente eólico e da problemática ambiental em geral.

O presente trabalho representa uma importante contribuição para os estudos integrados do sistema natural e destaca o forte apelo para a preservação ambiental. Para a compreensão dessa importante área do território parananense, combinando serra, planície e baía, foram analisados os aspectos geológicos, geomorfológicos, sedimentológicos, hidrológicos, climáticos e botânicos, como também realizados inúmeros trabalhos de campo, coletando amostras e descrevendo diversos aspectos da paisagem. As amostras receberam amostras laboratoriais e analíticos, tendo sido criados com os resultados inúmeras figuras, visando facilitar o entendimento das diversas características sedimentológicas. Tópicos da legislação ambiental foram salientados, bem como as consequências da interferência antrópica.

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Livros 007

Título: Tempo de Balaio

 Autor: Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro

 Florianópolis: GCN / CFH / UFSC, 2008.  391 pág. – (Série Livros Geográficos; II)

 O autor e a obra: Nascido em 1927, Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro, piauiense, natural de Teresina, é geografo licenciado em Geografia e História na antiga Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade de Brasíl, Rio de Janeiro, com complementação na Universidade de Paris (Sorbonne). Em 1955 iniciou, em Florianópolis, sua carreira de magistério superior como responsável pela cadeira de Geografia Física na antiga Faculdade Catarinense de Filosofia. Atuaou até 1959, sendo convidado a ser coordenador da elaboração do Atlas Geográfico de Santa Catarina, publicado em 1958 , obra pioneira no Brasil.

“Tempo de Balaio” resulta de uma obra composta por cinco volumes, fartamente ilustrados e com cera de duas mil páginas, centralizadas na saga de uma família piauiense entre 1850 e 1950, abrangendo quatro gerações. O primeiro volume, título da presente obra, focaliza a província do Piauí em meados do século XIX, o que embora indelevelmente marcado pela Balaiada- movimento revolucionário que percorreu o território piauiense do delta do Paranaíba até a fronteira com a Bahia – mas que, para melhor compreensão acabou retrocedendo às origens do povoamento daquela pouca conhecida unidade da federação brasileira, podendo ser considerado um subsídio à compreensão histórica da terra e da gente do Piauí. Essa introdução é seguida pela série de quatro volumes, rotulada “Rua da Glória” (o antigo nome da rua em que nasceu Carlos Augusto e que viveu até os dezoito anos em Teresina), cada um deles centralizado em cada uma das etapas dos troncos familiares: bisavós (Rumo à Cidade Nascente); avós ( As Armas e as Máquinas); pais (No tempo dos Revoltosos) e individual (O Tamanho de Uma Esperança).

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